sábado, 8 de dezembro de 2012

PRECISAMOS TOMAR SUPLEMENTOS DE VITAMINAS TODOS OS DIAS ?




Precisamos tomar suplementos de vitaminas todos os dias?

Quem acha que apenas comer corretamente soluciona todas as necessidades nutricionais do corpo humano, precisa pensar novamente. “Mesmo essas pessoas podem ter disfunções, que criam necessidades especiais por micronutrientes”, explica o editor científico Sheldon Hendler.
Por exemplo, níveis baixos de uma classe de carotenóides – as classes mais conhecidas são beta-caroteno, alfa-caroteno e gama-caroteno, todas precursoras da vitamina A, que, entre outras funções, atua diretamente na respiração celular e na sintetização de pigmentos da retina – estão correlacionados com a degeneração macular, uma doença que danifica a retina, que afeta a visão no centro do campo visual (a mácula) e que está relacionada à idade avançada.
Esses micronutrientes podem ser encontrados no espinafre, no couve e na nabiça, por exemplo, que não são amplamente utilizados em nossa dieta do dia-a-dia. Além disso, existe também o problema de suplementos que não se dissolvem corretamente, afirma Hendler.
Essa questão é menos problemática no caso das vitaminas solúveis em água. Já para as vitaminas solúveis em gordura, como A, D, E e K, a melhor indicação é ingeri-las com uma refeição que inclua algum tipo de gordura.
A absorção, que não ocorre até que o material dissolvido alcance o intestino delgado, é outra questão, a qual pode ser melhorada com dissolução e desintegração adequadas, segundo recomendação de Hendler.[TheNewYorkTimes]

Seus suplementos vitamínicos estão matando você?



Muitas pessoas tomam suplementos vitamínicos todos os dias, geralmente para equilibrar uma alimentação ruim. Mas um novo estudo sugere que tomar essas pílulas pode não ser tão bom assim – e até aumentar o risco de morte.
Um estudo que reuniu o máximo de dados mundiais sobre o tema sugere que a quantidade de vitaminas presentes nos suplementos diários pode na verdade causar danos.
De acordo com o estudo, “o beta-caroteno e a vitamina E parecem aumentar a mortalidade, assim como altas doses de vitamina A. Suplementos antioxidantes precisavam ser considerados produtos médicos, e passar por testes suficientes antes de chegar ao mercado”.
Enquanto a maioria das pessoas toma os suplementos de vitaminas imaginando que vão viver mais e com mais qualidade, no fim o efeito pode ser contrário. É claro que isso não vale para todas as vitaminas, mas muitas vêm de forma combinada, e às vezes as pessoas não sabem direito o que cada suplemento contém.
Combine isso com outros estudos que demonstram a relação entre o excesso de vitaminas e o risco de câncer, e talvez seja hora de começar a pensar nos nutrientes das comidas, e não dos suplementos. [GizModo, Foto]

Cuidado com suplementos alimentares “milagrosos”



Nas últimas décadas, ficou quase impossível para algumas pessoas viver bem apenas com refeições normais: são necessários suplementos alimentares. Apesar de levarem às pessoas alguns inquestionáveis benefícios na reposição de nutrientes, alguns suplementos passaram a ser tomados sem muito conhecimento de função e efeitos, e sem orientação de médicos ou de qualquer outro profissional da saúde, o que pode se tornar perigoso.
E os vegetais, que sempre ficaram acima do bem e do mal quando se fala em alimentação, são a base da maioria dos compostos alimentares, com o que se produzem “milagrosas” pílulas para emagrecer. Não existe uma regulação muito forte sobre o que deve ou não ser ingerido, tampouco estudos aprofundados sobre o efeito dessas pílulas em longo prazo. Geralmente, os problemas de saúde decorrentes da ingestão de pílulas para emagrecer estão no excesso: tomam demais e sofrem efeitos colaterais.
Mas não estamos falando apenas de pílulas para emagrecer. Há uma grande variedade de produtos que se atribuem as mais milagrosas funções. Um suco produzido na polinésia, chamado “Noni”, anuncia ser um eficaz estimulante da boa saúde mental, corporal e espiritual, mas alguns testes de laboratório foram suficientes para mostrar que o máximo que se consegue com ele são problemas no fígado. Outro exemplo: Gingko Biloba, que supostamente deveria realçar a memória e estimular as capacidades cognitivas, não faz nenhum efeito no cérebro. Também há o caso de um suplemento glicogenado que deveria aliviar a artrite, mas não passa de uma pílula de açúcar.
A situação não é tão ruim quando a pessoa toma um produto esperando um efeito que não acontece: nesse caso, é pelo menos um placebo. O grande problema é quando eles ainda causam problemas, como mostra o exemplo do suco que dá problemas hepáticos.
Outro alerta dos especialistas diz respeito aos suplementos vitamínicos: para algumas vitaminas, são atribuídas propriedades curativas que podem livrar o ser humano da anemia, gripe, subnutrição, o diabo. Mas as vitaminas podem também ter efeitos colaterais danosos. A vitamina C, por exemplo, que desde a época das navegações livra os piratas do escorbuto, diminui a eficiência da quimioterapia em quem faz tratamento para o câncer. Ela também não pode evitar nenhum tipo de câncer, tampouco a vitamina E, como já foi propagandeado. Alguns estudos chegaram mesmo a comprovar que alguns suplementos multivitamínicos vendidos nos EUA continham veneno!

Os cientistas especializados no assunto apelam para que haja um maior controle oficial sobre a comercialização de produtos desse tipo, já que os órgãos de vigilância competentes, ao que parece, não dão conta de fazer um levantamento sobre os prós e contras de cada produto antes que ele chegue às lojas. Alguns passam pelo controle justamente pela falta de estudos aprofundados sobre as substâncias que os compõem. Ao consumidor, resta alertar cuidado: a resposta a todos os seus problemas de saúde não pode estar em um único suco ou comprimido. Não há um elixir da saúde total e absoluta. [Live Science]

Vitamina E em excesso pode aumentar o risco de câncer de próstata



Ao contrário do que pode se pensar, nem todas as vitaminas fazem bem. Em excesso, algumas podem ser prejudiciais. Pesquisadores americanos descobriram que homens que tomam mais de 400 unidades internacionais (UI) de vitamina E diariamente têm 17% mais chances de desenvolver câncer de próstata em sete anos.
Pesquisadores estavam tentando confirmar estudos anteriores que indicavam que a vitamina E e o selênio ajudam a prevenir o câncer de próstata, mas descobriram que o efeito é justamente o contrário. A dose que eles estudaram é quase 20 vezes maior do que a quantidade diária recomendada de 22,4 UI.
Pesquisadores acompanharam 35 mil homens na faixa dos 50 anos e descobriram que, para cada mil homens que tomam suplementos de vitamina E, 76 desenvolvem câncer de próstata. Entre os 1009 homens que tomaram placebo, 65 desenvolveram a doença.
Isso indica que os consumidores precisam ser céticos quanto aos possíveis bons efeitos de suplementos não regulamentados, que ao invés de serem benéficos, trazem riscos. O aumento observado de 17% nos casos de câncer em homens que ingerem suplementos em grande escala mostra o grande potencial de substâncias aparentemente inócuas.
Como a falta de vitamina E pode levar a problemas musculares, ela é comumente incluída em multi suplementos vitamínicos. Suplementos dietéticos são muitas vezes tomados sem orientação médica, principalmente porque as pessoas tendem a pensar que eles não apresentam riscos à saúde.
Para reduzir o risco de câncer de próstata, é importante que os homens mantenham uma dieta saudável e equilibrada para assegurar o nível adequado de vitaminas e minerais que necessitam.
A vitamina E não pode ser cortada do cardápio, apenas não deve ser ingerida em excesso. Essa vitamina é essencial e tem uma série de funções vitais no corpo, incluindo um importante papel como antioxidante, protegendo as proteínas e lipídios da oxidação. Ingerir 540 miligramas ou menos de vitamina E por dia não causa dano algum para saúde. [Telegraph]

Muita vitamina D pode fazer mal ao coração



Cientistas sabem a algum tempo que níveis baixos do nutriente podem fazer mal ao coração. Mas uma nova pesquisa revela que níveis além do normal o fazem bater rápido e fora de ritmo, uma condição chamada de fibrilação atrial.
O estudo, da Associação Americana do Coração, seguiu 132 mil pacientes em um centro médico de Utah, e descobriu que o risco de uma primeira fibrilação atrial quase triplicou quando os níveis de vitamina D estavam altos.
A maioria das pessoas consegue pelo menos um pouco das necessidades diárias de vitamina D com a luz solar. Mas nos países frios do norte, onde todos se “escondem” para o inverno, as pessoas geralmente são encorajadas a tomar suplementos e aumentar os níveis do nutriente, para proteger os ossos e o coração.
“Entretanto, como cada um absorve os suplementos de maneira diferente, os níveis sanguíneos precisam ser testados para garantir uma faixa de segurança”, explica o líder do estudo, Jared Bunch.
Ele comenta que níveis altos de vitamina D só ocorrem quando as pessoas tomam suplementos.
“As pessoas estão procurando por terapias consideradas naturais para tratar uma grande variedade de doenças, e isso significa prevenção”, afirma Bunch. “Nós vemos pacientes que tomam uma quantidade tremenda de suplementos de vitaminas”.
Ele afirma que a faixa normal da vitamina D no estudo era de 41 a 80 nanogramas por decilitro. Pacientes considerados excessivos tiveram registros acima de 100 ng/dl.
Há poucas fontes naturais de comida com vitamina D, mais peixes oleosos como atum ou salmão estão entre os melhores. Pequenas quantidades também estão nos queijos e gemas de ovos.
Bunch aconselha pessoas diagnosticadas com fibrilação atrial e que tomam suplementos de vitamina D chequem sempre com médicos os níveis sanguíneos do nutriente.
Ele suspeita que os efeitos no batimento cardíaco, decorrentes da alta concentração da vitamina, sejam reversíveis. [MSN]

Médicos recomendam ingestão diária de vitamina D e cálcio



No campo da ciência, há um crescente debate sobre a ingestão diária ideal de vitamina D e cálcio pelos seres humanos. Alguns estudos indicavam que as pessoas não recebiam a quantidade suficiente desses nutrientes por dia, mas nenhum padrão tinha sido considerado oficial.
Agora, um relatório do Instituto de Medicina dos EUA atualiza suas recomendações para a ingestão diária desses dois nutrientes, escrito por um comitê de peritos, que usaram informações de mais de mil estudos publicados.
A comissão concluiu que pessoas com idades entre 1 e 70 anos não precisam de mais de 600 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia, enquanto os com mais de 70 anos podem precisar de até 800 UI. Quanto ao cálcio, as pessoas precisam ingerir entre 700 mg e 1.300 mg por dia, dependendo de sua idade.
Não há evidências suficientes para fazer recomendações para crianças menores de um ano. Como resultado, a comissão prevê apenas uma estimativa aproximada das recomendações para essa faixa etária. Recomenda-se que crianças menores de um ano obtenham 400 UI por dia de vitamina D, e de 200 a 260 mg de cálcio por dia, dependendo da sua idade. Bebês amamentados devem receber suplementos de vitamina D, já que o leite materno não contém níveis adequados de vitamina D, mas contém níveis suficientes de cálcio.
Sendo assim, contrariamente a algumas conclusões anteriores, a maioria dos americanos e canadenses está recebendo quantidade suficiente de vitamina D e cálcio por dia. Com base no relatório, demonstra-se que o número declarado de pessoas na América do Norte com deficiência de vitamina D tem sido superestimado.
Segundo a análise da comissão, o erro resulta em parte do fato de que não existia um padrão para determinar se alguém é deficiente. Na verdade, dependendo do laboratório que se realiza o teste de sangue, uma pessoa pode ouvir que tem níveis deficientes ou suficientes da vitamina.
A comissão também opinou sobre o limite de ingestão para vitamina D e cálcio. Segundo os pesquisadores, obter demasiado cálcio pode colocar as pessoas em risco de pedras nos rins, enquanto o excesso de vitamina D pode danificar o coração e os rins, e aumentar o risco de morte.
Os pesquisadores enfatizam que os limites não são algo que as pessoas deveriam se esforçar para alcançar. O limite de vitamina D para pessoas com mais de 8 anos é de 4.000 UI. Quanto ao cálcio, pessoas entre 19 e 50 anos devem limitar seu consumo a 2.500 mg por dia, e os acima de 51 devem limitar seu consumo a 2.000 mg por dia.
Como cada vez os produtores de alimentos aumentam a quantidade desses nutrientes nos seus produtos, e as pessoas frequentemente recorrem a suplementos, há uma maior probabilidade de que as pessoas estejam tomando altas doses de vitamina D e cálcio. Por isso, é necessário ser cuidadoso.
Graças a contradições entre estudos realizados até agora, ainda é difícil dizer ao certo se a população está dentro do que é considerado ideal. Enquanto estudos baseados em ingestão mostram que a maioria dos norte-americanos não adquiria suficiente vitamina D a partir de alimentos, outros estudos dizem que a maioria das pessoas tem quantidade suficiente de vitamina D no sangue.
Para os pesquisadores da comissão, a peça que faltava nesse quebra-cabeça é o sol, já que a luz solar desencadeia a produção de vitamina D a partir de outros compostos no corpo. O relatório indica que, para muitas pessoas, o sol é um importante contribuinte para os níveis de vitamina D no corpo.
No entanto, houve um lado negativo mostrado no relatório. Os pesquisadores descobriram que as meninas com idades entre 9 e 18 anos estão em risco de não obter cálcio suficiente, e que os idosos erram o alvo para ambas as recomendações de vitamina D e cálcio. As pessoas nesses grupos podem precisar aumentar a sua ingestão de vitamina D e cálcio através de alimentos, ou possivelmente de um suplemento.
Por enquanto, as recomendações são feitas principalmente com a saúde óssea em mente. Segundo o comitê, embora estudos tenham mostrado que a vitamina D tem uma série de benefícios para a saúde, incluindo proteção contra diabetes, doenças cardíacas e câncer, as provas são inconsistentes e inconclusivas. Mais pesquisas são necessárias para determinar se estes nutrientes têm outras vantagens para a saúde, antes que seja feita uma recomendação oficial.
As novas recomendações do Instituto de Medicina vêm em três formas: a necessidade média estimada (NME), a recomendação de quantidade tolerada na dieta (RTD), e o consumo de nível superior.
A NME será útil para avaliar a ingestão de grandes grupos de pessoas, tais como a definição do padrão de alimentação na merenda escolar. A RTD é mais apropriada para a consideração das pessoas, e pode ser usada para recomendações médicas a pacientes. [LiveScience]

Será que você consome o suficiente em vitamina D?



A Vitamina D, para quem tem um conhecimento mínimo sobre biologia, representa aquela vitamina que ajuda o corpo a absorver o cálcio e sem a qual há risco de deficiência na formação de ossos e dentes. Mas as suas funções e os problemas de sua ausência vão muito além do sistema ósseo, e pesquisas recentes mostram que a esmagadora maioria da população não consome a quantidade de Vitamina D que deveria. Por essa razão, esta deve ser a vitamina mais debatida no meio científico nos próximos anos.
O mais interessante sobre a Vitamina D, talvez, seja o fato de que as fontes alimentícias para obtê-la são mínimas. Apenas o leite, o ovo, o fígado e algumas espécies de peixe fornecem Vitamina D ao corpo, e em quantidades muito baixas. A produção de Vitamina D no corpo, essencialmente, é oriunda da exposição da pele ao sol, hábito que quase deixou de existir para algumas pessoas nos dias de hoje. Alguns dos malefícios de não tomar sol, que se ouvem por aí, são exclusivamente devido à ausência de vitamina D no corpo, com por exemplo, o raquitismo.
Mas ter pouca Vitamina D no organismo acarreta muitas outras consequências negativas: pressão alta, problemas cardíacos, artrite nos ossos e uma variedade de doenças auto-imunes (quando há mau funcionamento de algumas células do próprio corpo, que passam a atacar suas “companheiras”). Devido a essa carência, a indústria alimentícia está sendo incentivada a colocar reforço de vitamina D em alguns alimentos, como o leite.
Pode-se mesmo dizer que a carência de Vitamina D na população mundial é mesmo um sintoma dos tempos modernos. Como explicam pesquisadores da Universidade de Harvard, a humanidade tem passado cada vez menos tempo exposta ao sol. Os primeiros ancestrais do homo sapiens surgiram perto da linha do equador, onde a exposição ao sol era abundante. Até não muito tempo atrás, a maioria dos trabalhos eram braçais, e as pessoas passavam a maior parte de todos os dias ao ar livre. Como hoje em dia algumas pessoas quase nunca tomam sol, suas fontes de Vitamina D são mínimas.
Os médicos recomendam que é necessário, para evitar problemas de saúde, que haja no sangue um mínimo de 40 nano gramas de Vitamina D por ml de sangue. Eles explicam ainda que o ideal, na verdade, seriam 50 nano gramas, o que era facilmente atingido por todas as pessoas até o início do século XX, mas que com 40 nano gramas ainda é possível ter uma saúde adequada.
E a cor da pele da pessoa, nesse caso, não tem absolutamente nada a ver com a quantidade de Vitamina D absorvida pelos raios solares. Uma pesquisa médica nos Estados Unidos indicou que, em média, caucasianos têm entre 18 e 22 nano gramas por ml (lembramos que a linha mínima para evitar problemas é de 40 nano gramas), e os afro-americanos têm apenas entre 13 e 15. O nível de melanina na pele, portanto, não faz diferença alguma, interessa apenas o quanto de sol o indivíduo toma.
Os médicos esclarecem que você não deve se torrar no sol por causa disso. No verão, basta ficar entre cinco e dez minutos diários exposto ao sol no horário de pico (entre 10 da manhã e 3 da tarde), com um protetor solar não superior ao fator FPS 30. O que se busca, nesse caso, é um equilíbrio: não se pode tomar sol demais, nem de menos. Um protetor solar muito forte realmente diminui a quantidade de Vitamina D, mas os doutores afirmam que o fator 30 é suficiente para qualquer pessoa evitar queimaduras e câncer de pele, não é necessário comprar um com fator mais alto.
Além disso, a Vitamina D que se absorve é “cumulativa”: se você absorver as quantidades recomendadas durante o verão, como indicam os médicos, terá uma reserva de Vitamina D para o inverno, quando inevitavelmente vai estar menos exposto ao sol. [The New York Times]

Baixos níveis de vitamina D podem causar problemas na gravidez



Um novo estudo descobriu que mulheres que possuem níveis altos de pressão sanguínea, problema relacionado com gravidez de alto risco, tendem a ter níveis mais baixos de vitamina D no sangue do que grávidas saudáveis – levantando a possibilidade de que a vitamina pode influenciar complicações na gestação.
Esse problema, em seu estágio precoce, é conhecido como pré-eclâmpsia grave, e surge em cerca de 2 a 3% das gestações, sendo responsável por cerca de 15% dos nascimentos prematuros nos EUA por ano.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome marcada por aumento súbito da pressão arterial e acúmulo de proteínas na urina devido à pressão sobre os rins. O início precoce da eclâmpsia é uma forma particularmente grave que surge antes da 34ª semana de gravidez.
No estudo atual, os pesquisadores descobriram que os níveis de vitamina D eram geralmente mais baixos entre as 50 mulheres com pré-eclâmpsia grave em comparação com as 100 gestantes saudáveis. A média do nível de vitamina D no primeiro grupo foi de 18 nanogramas por mililitro (ng/mL), versus 32 ng/mL no segundo grupo.
Há um debate sobre o nível adequado de vitamina D no sangue, mas muitos especialistas dizem que pelo menos 32 ng/mL é necessário para uma boa saúde em geral. Nas mulheres grávidas, o aumento de 10 ng/mL de vitamina D no sangue foi associado a uma redução de 63% na probabilidade de complicação.
A vitamina D atua como um hormônio, e pesquisas de laboratório descobriram que ela pode afetar a regulação e a função de proteínas na placenta. Problemas no desenvolvimento da placenta são considerados as raízes da pré-eclâmpsia.
Existem várias pesquisas que encontraram conexões entre os níveis de vitamina D no sangue, ou da ingestão de vitamina D, e os riscos de uma série de problemas de saúde. Vitamina D baixa é relacionada a maiores riscos de diabetes tipo 1, ataques de asma grave, doenças cardíacsa, certos tipos de câncer e depressão. Mas se a vitamina D é a razão para tais riscos em excesso – e se tomar suplementos pode reduzir esses riscos – ainda não foi provado.
Se a vitamina D estiver envolvida no risco de pré-eclâmpsia, isso pode ajudar a explicar porque as mulheres afro-americanas têm maior risco de complicação que outros grupos raciais – mesmo quando fatores como renda e acesso a cuidados de saúde são levados em conta. A vitamina D é sintetizada naturalmente na pele quando esta é exposta ao sol. Esse processo é menos eficiente em pessoas com pele mais escura, e estudos afirmam que afro-americanos normalmente têm níveis baixos de vitamina D no sangue.
Muitos pesquisadores argumentam que as mulheres grávidas – e todas as outras pessoas – precisam de mais vitamina D do que oficialmente ingerem. No entanto, a investigação nos últimos anos tem desafiado as ideias sobre o que seria suficiente e o que seria demais para ingerir diariamente, e as recomendações estão atualmente em revisão.
A vitamina D pode ser encontrada em alimentos derivados do leite e em ovos[Reuters]

Crianças com deficiência de vitamina D são mais propensas a alergias



Segundo um novo estudo, crianças com deficiência de vitamina D são mais propensas a ter alergias alimentares e alergias respiratórias (causadas por componentes ambientais inalados).
Crianças com níveis baixos de vitamina D (menos de 15 nanogramas por mililitro de sangue, em comparação com o normal de mais de 30 nanogramas) eram 2,3 vezes mais propensas a ter alergia a carvalho e 2,4 vezes mais propensas a ter alergia a amendoim.
Alergias a ambrósia, cães, insetos, camarão e sete outros alérgenos também eram mais comuns em crianças com deficiência de vitamina D.
O estudo foi baseado em uma amostra nacionalmente representativa de 3.136 crianças e adolescentes. Os pesquisadores mediram os níveis de vitamina D no sangue das crianças, além de entrevistá-las e realizar exames físicos. Eles também estudaram 3.454 adultos, mas não encontraram associação nenhuma.
A ideia surgiu de um estudo anterior havia mostrado que o número de pessoas com reações alérgicas alimentares agudas aumenta no inverno. Os níveis de vitamina D tendem a ser menores no inverno, porque as células da pele precisam de luz solar para produzir vitamina D no corpo.
Como ambos os números de deficiência de vitamina D e alergias estavam aumentando nos EUA, os pesquisadores pensaram que os fenômenos poderiam estar ligados. Eles também acreditam que a vitamina D possui efeitos anti-inflamatórios no corpo, que podem desempenhar um papel nessa ligação.
Outras pesquisas têm sugerido uma ligação semelhante. Um estudo de 2010 mostrou que a vitamina D reduziu a produção de proteínas relacionadas com alergias. Outro estudo de 2010 descobriu que níveis baixos de vitamina D estão associados com um risco aumentado de infecções respiratórias.
Porém, os cientistas alertam que a pesquisa atual mostra apenas uma associação, e não prova que a deficiência de vitamina D provoca alergias em crianças. De qualquer forma, elas devem consumir quantidades adequadas de vitamina A. As últimas recomendações dietéticas pedem que as crianças tomem 600 UI de vitamina D por dia.
[LiveScience]

Vitamina D previna fraturas, mas seu papel no câncer é incerto



Tomar vitamina D em conjunto com suplementos de cálcio pode reduzir o risco de você quebrar um braço, mas ainda não há evidência suficiente que comprove a redução no risco de câncer.
Em uma pesquisa, pessoas que tomaram a vitamina com suplementos apresentaram chances 11% menores de fraturar um osso. A redução foi ainda maior – cerca de 30% – no grupo de idosos.
Essa nova análise foi requisitada pelo governo americano, que pretende lançar uma campanha de recomendações para o uso de vitamina D.
Sobre os estudos do papel da vitamina na prevenção do câncer, “nós não temos informação suficiente”, comenta a pesquisadora Mei Chung.
A vitamina D está presente em poucos alimentos. Peixes como salmão e atum assim como gemas de ovos são boas fontes. Ela também é sintetizada pela pele quando ocorre exposição ao sol.
Pesquisas comprovaram que a vitamina está envolvida no processo de depositar minerais nos ossos. Mas na questão do câncer, alguns estudos sugerem que ela promove a divisão celular e outros processos relacionados à doença, assim como várias pesquisas atestam o efeito contrário. Ao que parece, o efeito varia de acordo com a parte corpo – em algumas partes a vitamina ajuda o câncer, em outras impede.
A análise de Chung incluiu 19 estudos do efeito da vitamina D em fraturas e 28 no câncer.
No primeiro aspecto, a vitamina teve efeito positivo se tomada em conjunto com cálcio. Mas os estudos analisados por Chung entram em conflito sobre o câncer. Em alguns, foram apresentado efeitos positivos na frequência da doença. Em outros, ocorreu diminuição no câncer de cólon e aumento nos outros. Para ela, chegar a uma conclusão não é possível.
Para determinar melhor se a vitamina D reduz ou não o risco de câncer, testes controlados são necessários, onde os participantes têm os níveis sanguíneos registrados, e dados sobre alimentação e suplementos coletados.
Outro ponto negativo, apontado no estudo de Chung, é que tomar vitamina D em conjunto com cálcio aumentou o risco de pedras no rim.
Em nosso corpo, quase todos os órgãos têm receptores para a forma ativa da vitamina D, encontrada no sangue. Ela está relacionada com muitos processos celulares, e compreender melhor esse funcionamento pode ajudar na prevenção de muitas doenças.[LiveScience]

Se proteger do Sol excessivamente pode causar falta de vitamina D



Evitar o Sol pode ser bom para não desenvolver câncer de pele, mas tem um efeito ruim: deixa as pessoas com falta de vitamina D. Até agora, este novo estudo é o mais claro sobre o efeito negativo da proteção do Sol sobre os níveis de vitamina D.
A pesquisa descobriu que pacientes com uma condição genética que os predispõe ao desenvolvimento de câncer de pele, e que seguem os conselhos de seus médicos de evitar o Sol durante as horas de pico e sempre usar protetor solar, têm baixos níveis de vitamina D como resultado.
A luz do Sol é uma das principais fontes de vitamina D, desencadeando a produção da vitamina no nosso corpo a partir de precursores químicos em nossa pele. A falta de vitamina D coloca esses pacientes em risco para uma série de condições, de fraturas ósseas a doenças cardíacas e até mesmo outras formas de câncer.
Na pesquisa, todos os pacientes genéticos tinham níveis de vitamina D abaixo da média (menor do que o grupo controle sem a síndrome), e mais da metade foram considerados deficientes.
Se por um lado o estudo se dirige a um pequeno grupo de pessoas com uma condição rara chamada síndrome do nevo basocelular, por outro as implicações da pesquisa são profundas também para a população em geral.
As maiores taxas de câncer de pele no mundo estão em Queensland, Austrália, e no Arizona, EUA, dois lugares ensolarados de onde as pessoas de pele clara têm migrado. Embora raramente mortal, mais de um milhão de casos de câncer de pele são diagnosticados anualmente nos Estados Unidos, tornando-o de longe o tipo mais comum de câncer.
Mais de 80% deles são cânceres basocelulares da pele, do mesmo tipo que os pacientes propensos a condição rara têm, que é um resultado da superexposição ao sol. Tudo isso faz com que seja importante – e essa mensagem é passada com sucesso – se proteger do sol.
O que o novo estudo implica é que, sim, você deve se proteger do sol, especialmente se tiver pele clara, mas é preciso ter certeza de que você está recebendo quantidade suficiente de vitamina D em sua dieta ou por suplementação, para compensar.
O problema é que poucos alimentos têm vitamina D. Alguns peixes, como salmão e cavala, são excelentes fontes. O leite também é uma fonte boa, pois é enriquecido com vitamina D, mas a maioria dos adultos não bebe leite, muito menos os quatro copos necessários para obter 100% da dose diária recomendada de vitamina D.
Portanto, se você evita o Sol, deve considerar suplementos de vitamina D. Um relatório muito aguardado do Instituto de Medicina dos EUA reavaliando a ingestão diária recomendada de vitamina D é esperado para o próximo mês, de forma que as pessoas podem ter certeza do suplemento que devem tomar.
Por enquanto, ninguém pode determinar o limite preciso entre a exposição saudável e a perigosa ao Sol. Isso depende de muitos fatores, como tipo de pele e intensidade dos raios. Por via das dúvidas, os médicos não recomendam que você tome mais Sol, e sim mais vitamina D.[LiveScience]

Vitamina D diminui os riscos de Mal de Parkinson



Segundo novas pesquisas, maiores níveis de vitamina D no organismo reduzem o risco de uma pessoa desenvolver o Mal de Parkinson. A vitamina D já é conhecida por ter um papel significativo na estrutura óssea e também suspeita-se que ela diminua os riscos de alguns tipos de câncer, diabetes do tipo 2 e doenças cardíacas.
De acordo com o mecanismo biológico analisado, o que causaria o Mal de Parkinson é um nível inadequado de vitamina D no corpo, que levaria a uma perda crônica de neurônios.
O Instituto de Saúde e Bem-Estar de Helsinki, na Finlândia, estudou mais de 3 mil homens e mulheres com idades entre 50 e 79 anos que não sofriam com a doença. Em 1978, no início do estudo, eles preencheram um questionário e ofereceram amostras de sangue.
Na segunda parte do estudo, quase 30 anos depois, em 2007, os cientistas voltaram a entrar em contato com os voluntários ou com suas famílias e descobriram que 50 deles haviam desenvolvido o Mal de Parkinson. Tendo isso em conta, os pesquisadores descobriram que as pessoas que possuíam um nível ideal de Vitamina D no sangue tinham 67% a menos de chance de desenvolverem a doença.
O motivo exato para a vitamina D ser tão benéfica ainda é desconhecido, mas sabemos que alimentos que contém a substância são antioxidantes e regulam o cálcio no organismo. Alimentos que são ricos em vitamina D são: ovos, óleo de fígado de bacalhau, leite (até mesmo o desnatado) e derivados. [LiveScience]

Grávidas, consumam vitamina A



Se alguém lhe perguntasse sobre os benefícios do Retinol, talvez você não soubesse responder. Pois este é o nome que os cientistas dão para a famosa Vitamina A. Quando se fala nela, geralmente não se diz os seus benefícios, e sim o que sua ausência causa. E já se sabe que há chance de cegueira e a mortalidade infantil é elevada quando ela falta. A novidade é que a Vitamina A, ingerida por grávidas, melhora a função pulmonar das crianças.
Encontrada em abundância em alimentos como fígado, frutas, leite e seus derivados, sua “nova função” foi descoberta por cientistas médicos de Maryland (EUA). Eles fizeram um teste com crianças de 9 a 13 anos no Nepal. Sim, a idéia era comprovar que o benefício da Vitamina A pelas mães se prolonga para quando as crianças já estão formadas, e não apenas enquanto bebês.
O teste foi feito assim: as mães das crianças participantes foram acompanhadas desde a gravidez. Algumas receberam suplemento de vitamina A e outras não. Quando as crianças atingiram a idade para o teste, os médicos mediram seu VEMS (Volume expiratório Máximo por Segundo), a medida clínica usada na maioria dos exames respiratórios. O volume de ar expirado pelos filhos de mães “vitaminadas” foi, em média, 3% maior, ou 40 ml (estamos falando de volume de ar) a mais.
Vale lembrar que as crianças continuaram a ser supridas com Vitamina A depois do nascimento. Não se deve ignorar a importância da vitamina na formação do feto, mas a ausência de vitamina A, ainda assim, é responsável, anualmente, por 650.000 mortes de crianças no mundo. Crianças que não ingerem vitamina A depois de nascer. [Science Daily]

Doses diárias de vitamina B podem retardar o desenvolvimento de mal de Alzheimer



Após um estudo clínico de dois anos, pesquisadores afirmaram que doses diárias de vitamina B podem reduzir pela metade a taxa de encolhimento do cérebro em idosos com transtorno cognitivo leve (TCL), que pode ser um precursor da doença de Alzheimer.
Certas vitaminas B, como ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12, são conhecidas por controlar os níveis do aminoácido homocisteína no sangue. Altos níveis de homocisteína estão associados com um aumento do risco de mal de Alzheimer.
Cerca de uma em cada seis pessoas com 70 anos ou mais tem TCL e passam por problemas de memória, linguagem ou outras funções mentais, mas não em um grau que interfira sua vida diária. Mais ou menos metade das pessoas com TCL desenvolvem demência, principalmente a de Alzheimer, em cinco anos de diagnóstico.
A pesquisa acompanhou 168 voluntários com problemas de memória leve, sendo que metade deles tomou uma dose elevada de comprimidos de vitamina B durante os dois anos e a outra metade tomou placebo.
Os pesquisadores usaram ressonância magnética para medir a taxa de encolhimento do cérebro durante o período do estudo. Eles descobriram que, em média, os cérebros das pessoas que tomaram um comprimido que combinou ácido fólico e vitaminas B6 e B12 encolheram a uma taxa de 0,76% ao ano, enquanto os cérebros daqueles no grupo do placebo tiveram uma taxa de retração média de 1,08% ao ano.
Ou seja, aqueles com altos níveis de homocisteína foram mais beneficiados, sendo que as taxas de atrofia no tratamento foram a metade do que as das pessoas que tomaram o placebo.
Segundo os pesquisadores, a taxa de encolhimento do cérebro é mais rápida nas pessoas que tem TCL, e um dia elas vão desenvolver a doença de Alzheimer. É por isso que é possível que o tratamento com vitaminas possa retardar o desenvolvimento da doença.
Os pesquisadores disseram que a idade não pareceu se relacionar com a eficácia do tratamento. Já os níveis de homocisteína sim. Apenas pessoas com homocisteína elevada no estudo demonstraram algum benefício, enquanto pessoas com níveis mais baixos de homocisteína não tiveram benefícios. Então, as vitaminas do complexo B provavelmente não serão benéficas para todos, especialmente se você já tiver níveis saudáveis de homocisteína.
Os cientistas alertaram, no entanto, que por causa do número relativamente pequeno de participantes e do curto tempo de estudo é necessário mais pesquisa antes de tirar alguma conclusão. Não é recomendável que aqueles que estejam ficando um pouco mais velhos se preocupem com falhas de memória e se apressem a comprar suplementos de vitamina B sem consultar um médico. [CNN]

Fonte:http://hypescience.com/